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Zona Classificada: Entenda sua Importância em Espaços Confinados

Zona Classificada: Entenda sua Importância em Espaços Confinados

Em ambientes industriais, a convivência com substâncias inflamáveis ou explosivas é uma realidade frequente. Para garantir a segurança de trabalhadores e preservar as instalações, é fundamental compreender o conceito de Zona Classificada — uma abordagem técnica que estabelece critérios de risco baseados na presença de atmosferas explosivas.

Quando essa classificação se aplica a espaços confinados, o cuidado deve ser redobrado. A combinação de ventilação insuficiente, acúmulo de vapores e limitação de acesso aumenta significativamente o potencial de acidentes graves, como incêndios, explosões e asfixia. Nesse cenário, entender como as zonas classificadas interagem com os espaços confinados é essencial para a implementação de sistemas de proteção eficazes.

Este artigo tem como objetivo apresentar, de forma clara e acessível, o que é uma Zona Classificada, quais são os tipos existentes e por que esse conhecimento é crucial quando estamos lidando com espaços confinados.

O que é uma Zona Classificada?

De acordo com a norma ABNT NBR IEC 60079-10-1, uma Zona Classificada é um ambiente onde há risco de formação de atmosfera explosiva devido à presença de gases inflamáveis, vapores combustíveis ou poeiras combustíveis em concentração suficiente para gerar combustão, caso haja uma fonte de ignição.

A classificação dessas zonas é determinada com base na frequência e duração da presença dessa atmosfera perigosa. Essa categorização permite que profissionais de segurança do trabalho, engenheiros e técnicos saibam quais equipamentos podem ser usados, quais procedimentos devem ser seguidos e como mitigar riscos em cada tipo de área.

Tipos de Zonas Classificadas (gases e vapores)

A adoção do conceito de Zona Classificada não é opcional — ela é exigência legal e técnica para garantir a integridade de instalações industriais e atender às normas como a NR-10, NR-20 e Portaria Inmetro nº 115/2022.

Além disso, a versão 2022 da NBR IEC 60079-10-1 trouxe atualizações importantes na forma de classificar e documentar áreas de risco. Segundo a Revista CIPA (2022), uma das mudanças mais relevantes foi a obrigatoriedade de registrar os critérios técnicos utilizados para justificar a classificação, promovendo maior rigor na engenharia de segurança.

Espaços Confinados: Características e Riscos

A NR-33, que trata da segurança em espaços confinados, define esse tipo de ambiente como qualquer espaço não projetado para ocupação humana contínua, com meios limitados de entrada e saída, e no qual possa haver atmosfera perigosa.

Entre os principais riscos associados a espaços confinados, destacam-se:

  • Atmosferas tóxicas: como a presença de gases como H₂S e monóxido de carbono (CO);

     

  • Deficiência de oxigênio: comum em tanques e dutos mal ventilados;

     

  • Atmosferas inflamáveis ou explosivas: formadas pela liberação de vapores de combustíveis líquidos;

     

  • Dificuldade de evacuação rápida: agravada por aberturas estreitas e falta de visibilidade.

     

Exemplos de espaços confinados em ambientes industriais:

  • Tanques de armazenamento de produtos químicos;

     

  • Silos de grãos ou fertilizantes;

     

  • Túneis de cabos subterrâneos;

     

  • Poços de visita e galerias técnicas;

     

  • Torres de destilação em refinarias.

     

A sobreposição entre um espaço confinado e uma Zona Classificada torna a operação ainda mais crítica, exigindo equipamentos com certificação Ex, ventilação controlada e protocolos rigorosos de autorização de entrada.

 

saida de Zona Classificada sendo realizada por um tecnico

Boas Práticas e Medidas de Segurança

Em ambientes onde coexistem espaços confinados e zonas classificadas, a gestão de riscos deve ser integrada e precisa. Algumas boas práticas são indispensáveis:

1. Ventilação contínua e monitoramento

  • Implementar ventilação mecânica direcionada com insufladores e exaustores certificados;

  • Monitorar concentrações de gases em tempo real com detectores fixos e portáteis.

2. Equipamentos apropriados

  • Utilizar apenas equipamentos com certificação compatível com a zona de risco identificada (Ex n, Ex ib ou Ex ia);

  • Garantir que ferramentas sejam antiestáticas e à prova de explosão.

3. Treinamento específico

  • Capacitar todos os trabalhadores conforme a NR-33 e NR-10;

  • Reforçar o uso correto de EPIs, como respiradores e rádios com certificação Ex.

4. Procedimentos operacionais padronizados

  • Elaborar Permissões de Trabalho (PTs) específicas para atividades em zonas classificadas;

  • Incluir planos de evacuação, contingência e resgate com simulações periódicas.

5. Inspeções periódicas e manutenção preditiva

  • Inspecionar equipamentos elétricos, sistemas de detecção e ventilação com frequência documentada;

  • Manter registros de calibração e ensaios em conformidade com a Portaria Inmetro nº 115/2022.

Essas medidas não apenas evitam acidentes, mas também protegem a empresa de sanções legais e autuações durante fiscalizações trabalhistas ou ambientais.

Conclusão

A Zona Classificada, quando associada a espaços confinados, exige atenção redobrada em todas as etapas da operação — do planejamento à execução. A correta identificação e classificação dessas áreas, aliada ao uso de equipamentos certificados e procedimentos padronizados, é o que separa um ambiente seguro de um potencial cenário de tragédia.

Além de atender às exigências da legislação, a adoção dessas medidas promove uma cultura de prevenção e cuidado com a vida, reforçando o compromisso da empresa com a saúde ocupacional e a sustentabilidade de seus processos.

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