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Zona 1: Segurança em Áreas com Atmosferas Explosivas Ocasionalmente Presentes

Zona 1: Segurança em Áreas com Atmosferas Explosivas Ocasionalmente Presentes

Ambientes industriais que lidam com substâncias inflamáveis — como plataformas de petróleo, refinarias, silos e unidades de processamento químico — frequentemente apresentam áreas onde há risco de formação de atmosferas explosivas. Para gerenciar esse risco de forma eficiente, essas áreas são classificadas conforme a frequência e a duração da presença de vapores inflamáveis.

Nesse contexto, a Zona 1 se refere a áreas onde a atmosfera explosiva não é constante, mas pode ocorrer de forma ocasional durante operações normais. Compreender as características e os critérios técnicos dessa zona é fundamental para a escolha correta de equipamentos, definição de protocolos de segurança e garantia de conformidade com normas como a ABNT NBR IEC 60079-10-1 e a NR-10.

O que é a Zona 1?

De acordo com a ABNT NBR IEC 60079-10-1, Zona 1 é uma área classificada onde uma atmosfera explosiva — composta por mistura de ar e gases ou vapores inflamáveis — é provável de ocorrer ocasionalmente durante o funcionamento normal da planta. Isso a diferencia da Zona 0 (atmosfera continuamente explosiva) e da Zona 2 (ocorrência rara e breve).

Exemplos práticos de ambientes Zona 1:

  • Áreas próximas a conexões de dutos e flanges em plantas petroquímicas;

     

  • Vizinhança de bombas de transferência de líquidos inflamáveis;

     

  • Salas técnicas de plataformas offshore com ventilação forçada;

     

  • Regiões adjacentes a bocais de tanques e válvulas de segurança.

     

A probabilidade da presença da atmosfera explosiva exige que os equipamentos utilizados sejam especificamente projetados para impedir ignições acidentais, mesmo em situações de falha parcial.

Um estudo da Revista Técnica da Universidade Petrobras reforça essa preocupação: entre 2006 e 2010, mais de 640 eventos de incêndios e explosões foram registrados em plataformas do Golfo do México, resultando em mortes e feridos. Esses números evidenciam a necessidade de gestão sistemática do risco de ignição, mesmo em zonas onde a exposição não é constante, como a Zona 1 (Revista RTUP – Petrobras).

 

Equipamentos Necessários para Operar em Zona 1

Em ambientes classificados como Zona 1, todos os dispositivos utilizados — elétricos ou mecânicos — devem ser selecionados com base em critérios rigorosos de segurança, a fim de evitar qualquer possibilidade de ignição acidental.

Requisitos técnicos para Zona 1:

  • Proteção do tipo Ex ib (segurança intrínseca): garante que mesmo em caso de falha, a energia disponível nos circuitos não será suficiente para causar ignição;

  • Invólucros à prova de explosão ou encapsulados, com certificação específica para atmosferas potencialmente inflamáveis;

  • Certificação IECEx, ATEX ou INMETRO, obrigatória para uso legal no Brasil.

Exemplos de equipamentos adequados:

  • Detectores de gás fixos ou portáteis, com sensores para CH₄, H₂S, CO e outros gases críticos;

  • Luminárias antiexplosão, com sistemas de LED encapsulados e baixa emissão térmica;

  • Ventiladores e exaustores industriais blindados, capazes de operar sem gerar faíscas ou calor excessivo.

É importante destacar que, segundo o artigo da Universidade Petrobras, “a instalação, inspeção e manutenção de equipamentos Ex devem ser realizadas por profissionais capacitados e com documentação adequada, Isso assegura que o nível de proteção do equipamento se mantenha durante toda sua vida útil.

saida por escada de zona 1

Regulamentações e Normas Aplicáveis

A operação em ambientes classificados como Zona 1 requer atenção a um conjunto robusto de normas técnicas e regulamentações legais, que abrangem desde a classificação da área até os critérios de instalação e manutenção dos equipamentos.

Principais normas exigidas:

  • ABNT NBR IEC 60079-10-1 – Classificação de áreas com atmosferas explosivas por gases inflamáveis;

  • NR-10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade;

  • NR-20 – Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis;

  • NR-33 – Segurança em espaços confinados;

  • Portaria Inmetro nº 115/2022 – Requisitos de avaliação da conformidade para atmosferas explosivas.

O cumprimento dessas diretrizes não só reduz o risco de acidentes como também evita multas, paralisações de atividades e sanções legais. Empresas que negligenciam as exigências da NR-10, por exemplo, estão mais suscetíveis a autuações, além de comprometerem a segurança dos trabalhadores.

Boas Práticas e Medidas de Segurança

A simples presença de equipamentos certificados não é suficiente. Operar com segurança em Zona 1 depende também da aplicação de práticas operacionais seguras e gestão de risco contínua.

Medidas recomendadas:

  • Instalar sistemas de ventilação eficazes, que garantam a renovação do ar e dispersão de gases inflamáveis;

     

  • Realizar monitoramento contínuo de gases, utilizando sistemas fixos ou portáteis com calibração periódica;

     

  • Treinar todos os colaboradores, inclusive terceiros, sobre os riscos da Zona 1, normas aplicáveis e uso correto dos EPIs;

     

  • Implementar procedimentos operacionais seguros (POS) e controle de permissões de trabalho, com autorização específica para intervenções em áreas classificadas.
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Conclusão

A correta identificação, classificação e gerenciamento de áreas Zona 1 são fundamentais para garantir a segurança dos trabalhadores e das instalações industriais. Mais do que uma exigência legal, trata-se de um compromisso com a integridade física de todos os envolvidos em atividades de risco.

Equipamentos adequados, profissionais treinados e atenção constante às normas vigentes formam o tripé da proteção em atmosferas explosivas ocasionais.

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