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Zona 2: Segurança em Áreas com Atmosferas Explosivas de Baixa Probabilidade

Zona 2: Segurança em Áreas com Atmosferas Explosivas de Baixa Probabilidade

Em ambientes industriais onde substâncias inflamáveis são manipuladas, o risco de formação de atmosferas explosivas exige atenção contínua à segurança. Para mitigar esses riscos, as áreas são classificadas de acordo com a frequência e a duração da presença de atmosferas explosivas. Dentre essas classificações, a Zona 2 representa um cenário em que o risco é menor, porém não inexistente.

Compreender o que caracteriza a Zona 2 é essencial para garantir a integridade dos trabalhadores, dos equipamentos e da própria operação. Embora a probabilidade de uma atmosfera explosiva estar presente seja baixa, a possibilidade ainda exige medidas técnicas, normativas e operacionais rigorosas.

Este artigo tem como objetivo explicar, de forma clara e técnica, o que é a Zona 2, quais são os requisitos de segurança para atuar nesses ambientes e como aplicar boas práticas que estejam em conformidade com a legislação brasileira e as normas internacionais.

 

O que é a Zona 2?

De acordo com a norma ABNT NBR IEC 60079-10-1, a Zona 2 é definida como o ambiente onde a formação de uma atmosfera explosiva é improvável em condições normais de operação. Caso ocorra, essa atmosfera estará presente apenas por curtos períodos.

Ou seja, embora o risco de explosão seja estatisticamente reduzido, ele não deve ser negligenciado. Pequenos vazamentos de gás inflamável ou vapores combustíveis podem se acumular rapidamente e encontrar uma fonte de ignição — principalmente em locais com ventilação ineficiente.

Exemplos comuns de ambientes classificados como Zona 2:

  • Áreas adjacentes a tanques de armazenamento de líquidos inflamáveis;

  • Corredores técnicos próximos a tubulações de gás;

  • Locais periféricos em refinarias e plantas petroquímicas;

  • Estações de carregamento de combustíveis líquidos.

Esses espaços, embora não sejam constantemente expostos à formação de misturas inflamáveis, devem seguir protocolos de segurança rigorosos.

Segundo a pesquisa publicada na Revista da Faculdade de Engenharia Mecânica da UFPA (2021), ambientes classificados como Zona 2 ainda respondem por 12% dos registros de incidentes com atmosferas explosivas em ambientes industriais, reforçando a necessidade de prevenção adequada 

Equipamentos Necessários para Operar em Zona 2

Um dos pilares para garantir a segurança em Zona 2 é o uso de equipamentos certificados e adequados para operar nesse tipo de ambiente. Embora a exigência de proteção seja menos rigorosa que nas Zonas 0 e 1, é imprescindível que os dispositivos utilizados sejam projetados para não representar risco de ignição.

Equipamentos recomendados para Zona 2:

  • Luminárias antiexplosão tipo Ex n: fornecem iluminação adequada com risco minimizado de geração de faíscas;

  • Sistemas de ventilação com motores Ex nA (não inflamáveis): ajudam a dispersar gases e vapores inflamáveis em caso de vazamentos;

  • Sensores de gás com certificação INMETRO: monitoram a presença de hidrocarbonetos e alertam quando os níveis de concentração se aproximam do limite inferior de explosividade (LIE);

  • Painéis de controle e comunicação com invólucro Ex ec ou Ex tc: garantem operação segura mesmo em cenários de falha isolada.

Certificações e requisitos:

A norma IEC 60079-15 rege os requisitos específicos para equipamentos utilizados em Zona 2. No Brasil, a Portaria Inmetro nº 115/2022 define que todos os dispositivos devem portar certificação nacional válida, emitida por Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado pelo Inmetro.

Além disso, a manutenção preventiva e a inspeção visual periódica desses equipamentos são obrigatórias para manter sua integridade e efetividade ao longo do tempo.

linha de trem categorizada como zona 2

Regulamentações e Normas Aplicáveis

A atuação em áreas classificadas como Zona 2 exige obediência a normas técnicas específicas que garantem a integridade das instalações e a segurança das pessoas envolvidas. Essas regulamentações tratam desde a identificação das áreas de risco até os critérios mínimos exigidos para o uso de equipamentos elétricos, ventilação, controle de ignição e capacitação da equipe.

Normas e portarias essenciais:

  • ABNT NBR IEC 60079-10-1 – Estabelece os critérios para a classificação de áreas com atmosferas explosivas, definindo os parâmetros de risco para zonas 0, 1 e 2.

  • NR-10 (Segurança em Instalações Elétricas) – Define que todo equipamento elétrico em Zona 2 deve ser certificado e mantido conforme condições específicas.

  • NR-20 (Inflamáveis e Combustíveis) – Estabelece critérios para instalações que lidam com líquidos inflamáveis e gases combustíveis.

  • NR-33 (Espaços Confinados) – Relevante para atividades realizadas em ambientes de difícil acesso, como dutos e galerias em Zona 2.

  • Portaria Inmetro nº 115/2022 – Estabelece os requisitos de certificação compulsória para equipamentos destinados a atmosferas explosivas.

O cumprimento dessas normas assegura conformidade legal, redução de riscos operacionais e evita autuações por parte de órgãos fiscalizadores.

 

Boas Práticas e Medidas de Segurança

Embora a Zona 2 represente um risco reduzido em comparação às Zonas 0 e 1, a negligência de medidas preventivas pode gerar consequências graves. Portanto, a gestão ativa do risco e a cultura de segurança devem ser constantes.

Boas práticas recomendadas:

  • Ventilação contínua e eficiente: a circulação de ar adequada reduz o acúmulo de vapores inflamáveis, dificultando a formação de misturas explosivas.

  • Monitoramento ambiental com detectores de gás: sensores instalados em pontos críticos devem ser calibrados regularmente e possuir alarmes audiovisuais.

  • Treinamento periódico: os trabalhadores que atuam em Zona 2 devem passar por capacitação específica sobre riscos, evacuação e uso correto de EPIs.

  • Procedimentos operacionais padronizados (POPs): instruções claras para cada atividade em áreas classificadas reduzem a margem de erro humano.

  • Permissão de trabalho (PT): exigida para serviços não rotineiros, garantindo avaliação prévia dos riscos e controle das condições da área.

Adotar essas medidas evita falhas operacionais, reduz o número de incidentes e contribui diretamente para um ambiente industrial mais seguro.

 

Conclusão

A Zona 2 representa um ambiente de baixa probabilidade, mas de alto impacto em caso de falha. Justamente por isso, compreender suas características, normas aplicáveis e equipamentos adequados é fundamental para preservar vidas, reduzir custos com acidentes e manter a conformidade legal.

A correta identificação, classificação e controle das áreas sujeitas à presença eventual de atmosferas explosivas deve ser prioridade em qualquer operação que envolva substâncias inflamáveis. Com uma combinação de tecnologia apropriada, procedimentos bem definidos e capacitação constante, é possível garantir que mesmo os ambientes de menor risco estejam sob controle efetivo.

Para acessar soluções que atendem aos requisitos específicos da Zona 2 e conhecer os equipamentos mais seguros do mercado, visite o site oficial da Kebos.

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